Introdução ao jusnaturalismo teológico: lei moral, lei cerimonial e lei civil ou judicial

Não há como estudarmos os diferentes conceitos de justiça ao longo da história sem estudarmos o jusnaturalismo teológico, já que essa foi a corrente de pensamento sobre o direito que prevaleceu durante toda a idade média.

Para compreendermos bem o conceito de justiça para esta forma de pensamento, talvez seja necessário trabalharmos com algumas ideias que vêm da teologia.

Ao todo, são computados 613 mandamentos no Antigo Testamento. Os teólogos dividem esses mandamentos em três categorias diferentes:
(1) lei moral – revela a essência de Deus, a natureza boa santa e justa de Deus;
(2) lei cerimonial – diz respeito aos rituais da Antiga Aliança, e tinha o objetivo de apontar para o Cristo, o Cordeiro de Deus;
(3) Lei civil ou judicial – tinha o objetivo de regulamentar de forma específica a vida em sociedade do povo de Israel quando foi dada (mais ou menos 3.400 anos atrás).

Destas três, a única que é eterna, nunca passa, é a lei moral. Por isso, segundo entendem os cristãos, ela fornece um padrão universal de justiça a ser seguido em todos os tempos. E vale destacar que a lei moral do Antigo Testamento é desenvolvida no Novo Testamento, na perspectiva da “lei do amor” e “da liberdade.”

Com essa base formada, podemos considerar, no próximo vídeo, o pensamento de Agostinho de Hipona e de Tomás de Aquino.

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